Provérbios 1: 7 – “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.”

O temor aqui não significa ter medo de Deus, mas respeita-lo como os filhos respeitam e temem a seus pais. O temor está relacionado com o conhecimento da bondade, mas também da severidade de Deus. A relação é igual dos filhos com os pais. Enquanto soubermos os limites que os pais nos ensinam, que é o princípio do conhecimento, e formos obedientes, teremos todo o apoio dos pais, mas se passarmos os limites da desobediência e do desrespeito, certamente o castigo será a recompensa. Faltou, neste caso, a lembrança do que foi ensinado, o que era sabido, o que foi aprendido. Faltou temor e o respeito a esses ensinos e o temor aos pais.
A falta de temor aos pais é hoje o grande dilema na educação dos filhos. E a culpa nem sempre é dos filhos, e também, nem sempre é dos pais. Como entender isso?
Creio que todos conhecemos casos em que um filho é um exemplo de educação, enquanto o outro é totalmente o oposto. O primeiro filho é obediente, atencioso, respeitador, e tem todas as características de um filho, ou uma filha, em que os pais se alegram. E em contrapartida o outro filho, ou filha, só lhes traz problemas. É desobediente, não aceita orientações, se envolve com amizades duvidosas, e o resultado final é um filho, ou filha, delinquente, viciado em drogas, que acaba roubando os próprios pais e assim trazendo grande desgosto aos pais.
Porque acontece isso? Simplesmente porque um tem o temor de Deus, e o outro não. O texto aqui é muito claro quando diz que os loucos desprezam essa sabedoria, que é o temor de Deus, e desprezam o ensino que recebem. Desprezar a sabedoria e os ensinos é sinal de loucura. E, sem perceber, esse filho, ou filha que desprezou a sabedoria e o ensino, já perdeu o temor de Deus, ou temor aos pais, e se tornou um louco.
Certamente essa explicação pode ser considerada simplória demais. E na verdade ela é simples, como toda a Lei de Deus é simples, para que qualquer indouto a entenda. O homem é que complica toda a lei. Não pretendi, nem tenho capacidade para trazer o remédio ou a cura para o problema da desobediência, apenas tentei explicar porque ela acontece.
Mas se olharmos para nós mesmos, quantas vezes perdemos o temor a Deus, ao simplesmente desprezar a sabedoria e os ensinos de Deus, e agimos por nossa própria capacidade e vontade? Quando agimos assim, nos tornamos como loucos. ESTEJAMOS ATENTOS!

(Mateus 27:17 - Parte II) “Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo? ”

Qual é a relação da Páscoa dos Judeus com a Páscoa dos Cristão, foi a pergunta que ficou na semana passada.

O Cristianismo surgiu a partir dos Judeus. Jesus Cristo deu a origem ao Cristianismo. E, portanto, “a salvação vem dos Judeus”, como Jesus mesmo disse quando conversava com a mulher samaritana, quando falavam sobre adorar a Deus. (João 4:22)

Jesus é o filho de Deus enviado para servir de cordeiro que deveria ser sacrificado para pagar pelos nossos pecados. “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, disse João Batista. (João 1:29)
Cristo, o Filho de Deus, é então o Cordeiro que foi sacrificado, pregado numa cruz, para que aquele que nele crê receba a garantia de vida eterna (João 3:16). Assim como o sangue daquele cordeiro que foi sacrificado para ungir os umbrais das portas dos judeus, e assim preservar suas vidas, assim o sangue de Cristo que foi derramado na cruz, é a garantia de vida eterna, mas apenas para aqueles que o aceitam e creem no seu sacrifício (João 3:18).

Essa garantia de vida eterna é oferecida a todos. Mas é uma escolha que cada pessoa deve fazer, individualmente. Que escolha? A de aceitar e crer que Jesus Cristo deu a sua vida como sacrifício, para nos resgatar da morte, e nos dar a vida eterna (João 3:16). É uma questão de escolha e de fé.

E é aí que entra o nosso versículo da semana. A quem escolher: Barrabas ou Jesus?

Simbolicamente, essa decisão ainda pesa sobre nós, digamos, todos os dias. Escolher Barrabas significa escolher uma vida de erros, de enganos, de desonestidades, de maldades, de espertezas, e ao mesmo tempo significa a rejeição de Deus e de todas as suas ofertas de bênçãos e vida eterna; ao passo que escolher Jesus, significa escolher uma vida de integridade, de honestidade, de ética, de moral, e a consequência dessa escolha é a certeza de receber uma vida plena, que começa agora, de paz e alegria completa, e segue até a eternidade. Qual tem sido a nossa escolha? Estejamos atentos!

(Mateus 27:17) “Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo? ” 

 

Estamos nos aproximando do período da Páscoa, e geralmente lembramos dessa data como uma data de festas, chocolates, doces e “coelhos da páscoa”, que na verdade nada disso tem algo a ver com o verdadeiro sentido da Páscoa. 

Originalmente a Páscoa é uma festa Judaica, quando o povo Judeu celebra a sua libertação do período de 430 anos de escravidão pelo povo Egípcio, há mais de três mil anos (Êxodo 12:1-28).

A ordem de Deus, naquela ocasião, na noite em que o povo de Israel iria sair do Egito, era que todas as famílias dos Israelitas deveriam estar celebrando naquela noite com um assado de um cordeiro, que deveria ser para uma família grande, ou juntar-se a outra se forem famílias muito pequenas para um cordeiro inteiro (Êxodo 12:3,4). O cordeiro deveria ser comido com pães asmos, sem fermento, e ervas amargas (Êxodo 12:8).

O sangue do cordeiro morto naquela noite, deveria ser colocado nos umbrais das portas das casas de todo israelita. O motivo dessa ordem, é que naquela noite o Senhor passaria para matar todos os primogênitos do Egito. Mas nas casas que tivessem seus umbrais pintados com o sangue daquele cordeiro, o “Destruidor” passaria por aquela casa e não mataria ninguém (Êxodo 12:23). 

Por isso a Páscoa, para os Judeus, é lembrada como a passagem do Anjo da morte do Senhor, que passou pelo Egito matando todos os primogênitos, mas o povo Judeu foi preservado (Êxodo 12: 12-14). Mas especialmente a Páscoa, para os Judeus, significa a libertação, a saída do povo da escravidão do Egito.

E qual a relação desta Páscoa dos Judeus com a Páscoa dos Cristãos?

Esse será nosso assunto na próxima semana. Estejamos atentos!