“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais que não tem esperança”.

O Apóstolo Paulo procura trazer à lembrança que os “que dormem” são os que já morreram salvos, e ressuscitarão quando Cristo voltar (ver 4: 16b). O termo usado “os que dormem”, se refere aos que morreram tendo a certeza da salvação. É um termo usado no Novo Testamento para a morte de crentes. Porque os que receberam a Jesus Cristo e o seu sacrifício na cruz, se tornaram “filhos de Deus”. “Mas a todos quantos O receberam (Jesus), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome” (João 1:12). São os denominados, crentes.

O que nos diferencia daqueles que “não tem esperança”, é que nós temos a esperança! Esperança de quê? De que, uma vez tendo aceito e recebido a Jesus Cristo e o seu sacrifício na cruz, fomos aceitos por Deus e nos tornamos filhos de Deus, conforme João 1:12, citado acima. E essa esperança nos garante a vida eterna (João 3:15,16) e não entraremos em juízo, ou, não seremos julgados por Deus, mas passamos da morte para a vida, ou seja, da condição de morto, ou daquele que não tem esperança”, para a vida, e vida eterna. (João 5:15). Esperança de que viveremos para sempre ao lado de Jesus Cristo, de Deus, no céu.

Por isso os que ainda estão vivos, ou seja, nós, não precisamos nos entristecer quando algum parente ou conhecido “dormir”, ou morrer antes de nós. Porque, se “dormiram em Cristo”, ou seja, salvos, eles ressuscitarão primeiro, quando Cristo voltar. (I Tessalonicenses 4:16b) Por isso os “demais que não tem esperança” certamente sofrem, e se entristecem quando o assunto é vida eterna.

E, se nós temos a esperança e a certeza de que nos tornamos filhos de Deus, a temos porque alguém nos falou dessa esperança; e o Espírito Santo de Deus nos convenceu a aceitar a Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor, e assim nos tornamos filhos de Deus. E nossa missão agora é falar aos “demais que não tem esperança”, mostrando-lhes o caminho, para que eles também tenham a mesma alegria da esperança. Estejamos atentos!

“O anjo, pois, que falava comigo, disse-me: Clama, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião”.

Pode não parecer, mas os olhos do Senhor e do mundo todo estão olhando para Jerusalém e principalmente para os acontecimentos atuais nessa região. E a promessa de Deus é de que ele está olhando “com grande zelo”. Ele está zelando por Jerusalém. Assim como o Senhor dos Exércitos zela pela cidade de Jerusalém, assim ele zela também por todos os que creem e esperam pela volta do Senhor Jesus Cristo.

Aparentemente o mundo está dividido em dois grupos, os que apoiam Jerusalém, isto é, apoiam os Judeus, porque é o povo escolhido de Deus (Êxodo 6:6, 7), e todos sabemos que na política internacional, esse apoio começa pelos Estados Unidos e, poderia afirmar, que aqui incluem-se todos os Cristãos que esperam a volta de Cristo, porque sabem que Cristo virá para resgatar a sua Igreja, o seu povo, os seus “escolhidos”, os salvos (Mateus 24:31), e que Jerusalém será o lugar de onde Jesus reinará, como diz Jeremias (3:17): “Naquele tempo, chamarão Jerusalém de Trono do Senhor; nela se reunirão todas as nações em nome do Senhor...”. E o outro grupo é o contrário à Jerusalém, ou aos Judeus, mas na verdade são contrários a tudo que se refere a Deus. Não acreditam em Deus e as suas promessas, e, portanto, são contra os crentes e todo o povo de Deus, o que inclui o povo Judeu.

Os que esperam pela volta de Cristo podem e devem se alegrar, porque Deus está zelando pela Sua Jerusalém, e zela por todo o Seu povo escolhido. Alegremo-nos e oremos pelo Povo Judeu e por Jerusalém, e por todo o povo de Deus. Estejamos atentos!

“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. ”

O que significa vigiar? É ficar olhando para o céu? Jesus contou algumas parábolas exemplificando o que é vigiar, para a volta de Cristo não nos pegar de surpresa. E a que mais esclarece, é a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13) que aguardavam a chegada do noivo, tendo cada uma delas a sua lâmpada acesa, que era a exigência para receber o noivo. No entanto cinco delas eram consideradas as insensatas, as negligentes, ou imprudentes, pois não estavam preocupadas com suas lâmpadas, que precisariam de azeite, para que a chama não se apagasse. E por isso não levaram nenhuma reserva de azeite.

As outras cinco eram consideradas as prudentes, as sábias, as sensatas, pois se preocuparam com as suas lâmpadas, para que não se apagassem, e levaram uma reserva de azeite, cada uma delas.

O interessante que todas as dez virgens aguardavam a chegada do noivo. Porém o noivo demorou para chegar, e por causa da demora as lâmpadas das insensatas se apagaram, e foram pedir ajuda às prudentes, pedindo-lhes azeite. As prudentes, no entanto, sabiam que se dividissem o azeite, não daria para mantes as suas lâmpadas e das insensatas. Por isso lhe disseram que deveriam ir comprar azeite em algum lugar. As insensatas então saíram para comprar azeite. Nesse ínterim o noivo chega. As prudentes com suas lâmpadas acesas entraram, e fechou-se então a porta.

Quando as insensatas chegaram, já era tarde. A porta estava fechada, e por mais que clamassem para que se abrisse a porta, a resposta do noivo era estarrecedora: “...não vos conheço!!!” (Mateus 25:12)
Certamente essa será a mesma resposta de Jesus Cristo, quando voltar, e alguns, talvez querendo ainda subir ao céu, junto com os salvos que aguardavam a volta de Cristo, irão ainda clamar a Deus, mas já será tarde, e a resposta será: “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).

Resumindo, vigiar é estar preparado, crendo e vivendo o evangelho que Jesus ensinou, e assim, esperando sempre, a volta de Jesus Cristo. Estejamos atentos!