(Filipenses 4: 8) “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”. (I)

O objetivo do Apóstolo Paulo, neste versículo e seguintes, é dar uma orientação de comportamentos e atitudes aos Filipenses, a quem a carta está direcionada, para que vivam na paz de Deus. Este versículo 8, fala sobre em que os pensamentos devem estar direcionados.

Trazendo para os nossos dias, devemos pensar em tudo que é: verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, se há virtude, e se há motivo de louvor. Pensar nessas virtudes não é um fim em si, mas uma preparação para uma mudança de comportamento.

E Paulo complementa, nesse nosso versículo de hoje, como deve ser nosso compromisso com aquilo que aprendemos, e recebemos, e ouvimos, e vimos nos nossos líderes, já que não temos mais Paulo vivo entre nós para nos mostrar o exemplo. Os nossos líderes de hoje são: nossos Pastores, Presbíteros, Diáconos, nossos pais. O que deles aprendemos, e recebemos, e ouvimos, e, principalmente, o que vimos neles, isto é, os bons exemplos, isso devemos praticar. O resultado: o Deus da paz estará conosco.

O Apóstolo Paulo falava de seu exemplo. Ele tinha consciência da pureza de sua conduta, e por isso todos deveriam olhar para ele. “... o que vistes em mim, isso praticai; ”

Você, meu irmãozinho e minha irmãzinha, você pode olhar para o seu Pastor, e ver nele um “homem de Deus”, um verdadeiro servo, e se espelhar no seu comportamento? Se o seu Pastor não puder ser seu exemplo, (porque nem todos serão exemplos), procure alguém que você admire pela sua conduta, e espelhe-se nele. Isso nos ajuda muito a caminhar na santidade.

Lembre-se, o objetivo é viver uma vida na paz de Deus. Então, para quem devo olhar?

Estejamos atentos!                 

(Continua na Profecia da próxima semana).

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22,23)

Imagino que todos já devem ter pensado que o modelo de um verdadeiro cristão pudesse ser espelhado por estes versículos. Acreditamos que se alguém pudesse refletir o fruto do Espírito, ele seria capaz de “refletir” todas essas qualidades que fazem parte do fruto do Espírito.

Creio que muitos já tentaram, querendo tornar-se um crente melhor, “praticar” e a “desenvolver” as qualidades do fruto do Espírito. E para iniciar a prática, começam pela primeira qualidade, o amor, e como acreditam que não tem muita dificuldade em amar, passam para a segunda qualidade: alegria. E da mesma forma, acreditando ser uma pessoa alegre, passam imediatamente para a terceira: paz. E novamente numa autoanálise rápida acreditam serem uma pessoa de paz. E aí vão para a quarta qualidade: longanimidade. Êpa! Essa é uma área mais complicada. Todos acreditam que essa é uma qualidade que precisa ser “desenvolvida”, porque, afinal, todos andamos estressados, e a longanimidade ou paciência é algo que ninguém tem nos nossos dias. É uma ótima área para começar a “desenvolver”, isto é, aprender a ter paciência, a ser longânimo.

A pessoa então começa a “praticar” a paciência, a longanimidade. Todo dia ele enfrenta situações em que precisa desenvolver a longanimidade, e descobre no fim do dia que ele não conseguiu. E assim sucede com todas as outras qualidades do fruto do Espírito.

Infelizmente, nenhum ser humano será capaz de apresentar, por si mesmo, as qualidades do fruto do Espírito. Pelo simples fato de que O FRUTO É DO ESPÍRITO, e não do homem. Porém, quando o homem for dirigido inteiramente pelo Espírito Santo, essas qualidades do Espírito, aparecerão, ou seja, serão notadas.

Por isso o Apóstolo Paulo é enfático, no versículo 5:16, quando diz: “Digo, porém, andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. ” Estejamos atentos!

Filipensens 4:13 “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Este é um versículo muito usado quando alguém quer mostrar que “tem fé e poder para fazer qualquer coisa”. A ideia que se pretende passar ao citar este versículo é sempre mostrar que se tem a fé para realizar algum feito grandioso.

No entanto, quando o Apóstolo Paulo cita esta frase, ele vem descrevendo tudo o que havia passado, isto é, suas necessidades e sua pobreza. E ele descreve assim, a partir do versículo 11, do capítulo 4 de Filipenses: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. ”

Vejam que a frase agora tem um outro sentido. “Tudo posso naquele que me fortalece”. Isto é, posso ter uma vida de fartura, riquezas, que certamente essa é a parte mais fácil, mas sem perder a fé e o foco de que se tudo tenho, é por bondade de Deus. Mas posso também passar fome, passar necessidades, ser humilhado, mas nada disso ira abalar a minha alegria, a minha gratidão a Deus por permitir que eu passe todas essas situações.

Será que continuaremos usando essa frase “tudo posso naquele que me fortalece” com a mesma intensidade e sentimento? Estejamos atentos!